Custo operacional efetivo (COE)
Custo operacional efetivo é a soma dos gastos que saem do caixa para manter a produção funcionando. Exclui depreciação e remuneração do capital.
O que entra no COE
Tudo que gera desembolso real durante a safra:
- Sementes e mudas
- Fertilizantes e corretivos
- Defensivos agrícolas
- Combustível e lubrificantes
- Mão de obra (permanente e temporária)
- Manutenção de máquinas e equipamentos
- Frete e beneficiamento
- Energia e irrigação
O que fica de fora
- Depreciação (entra no COT, não no COE)
- Remuneração da terra (arrendamento imputado)
- Custo de oportunidade do capital investido
- Pro-labore do proprietário
Exemplo
Soja em 200 ha:
- Sementes: R$ 56.000
- Fertilizantes: R$ 180.000
- Defensivos: R$ 140.000
- Diesel: R$ 48.000
- Mão de obra: R$ 60.000
- Manutenção: R$ 25.000
- Frete: R$ 36.000
- COE total: R$ 545.000 → R$ 2.725/ha
Por que o COE é o número mais monitorado
É o número que mostra se a safra paga as contas no curto prazo. Se a receita não cobre o COE, o produtor está perdendo dinheiro vivo — e isso exige ação imediata, antes de discutir depreciação ou remuneração do capital.
Relação com o fluxo de caixa
O COE é praticamente igual ao total de saídas operacionais no fluxo de caixa da safra. Quem monitora o fluxo de caixa pelo WhatsApp está monitorando o COE em tempo real.
O AGROV calcula isso automaticamente. Você só precisa registrar os gastos pelo WhatsApp — por áudio ou texto.
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