Pró-labore do produtor rural
Pró-labore é a retirada mensal que o produtor faz para sua subsistência pessoal. Deve ser tratado como custo fixo da operação para que o lucro mostrado seja real e não inclua o "salário" do dono.
O problema
A maioria dos produtores não separa o dinheiro da fazenda do dinheiro pessoal. O resultado: a fazenda "ganha" R$ 20.000 por mês no papel, mas o produtor tira R$ 15.000 para viver — e a margem real é R$ 5.000, não R$ 20.000.
Como definir o valor
Pergunte: "se eu contratasse alguém para fazer o que eu faço, quanto pagaria?" Essa é a referência. Se a resposta é R$ 8.000/mês, esse é o pró-labore mínimo.
Regra prática: não defina pelo que sobra (isso varia com a safra). Defina um valor fixo e lance como despesa fixa mensal.
Por que lançar como despesa
- O custo de produção passa a refletir o trabalho real investido
- O lucro que sobra é lucro de verdade (remunera o capital, não o trabalho)
- Fica mais fácil saber se a fazenda se paga ou se está apenas gerando "salário" para o dono
- No LCDPR, o pró-labore não é despesa dedutível (é retirada pessoal), mas internamente serve como referência de custo
Quanto é comum
Varia muito por região e tamanho da operação. Valores frequentes:
- Pequeno produtor (até 200 ha): R$ 5.000-10.000/mês
- Médio produtor (200-1.000 ha): R$ 10.000-20.000/mês
- Grande (acima de 1.000 ha): geralmente tem gerente contratado; o dono remunera pelo capital, não pelo trabalho
No AGROV
O produtor pode cadastrar o pró-labore como despesa fixa mensal numa categoria própria. O fluxo de caixa mostra separado, e o custo por hectare inclui — dando a visão real de quanto a operação custa para funcionar.
O AGROV calcula isso automaticamente. Você só precisa registrar os gastos pelo WhatsApp — por áudio ou texto.
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